Um mês depois, TVI avança com Big Brother em duas fases — quarentena e depois o velho confinamento na casa

Um mês depois de adiar a estreia da sua grande aposta Big Brother 2020 devido à pandemia da covid-19, a TVI anuncia o regresso do reality show já no dia 26 de Abril — num contexto único e tornando a fase de quarentena e testes em programação televisiva. As mesmas preocupações sanitárias que precipitaram o adiamento do programa que confina mais de uma dezena de pessoas numa casa tornaram-se agora parte integrante do formato, que acompanhará numa primeira fase uma quarentena de 14 dias e dois testes dos concorrentes ao novo coronavírus. “Tivemos que nos ajustar”, diz Nuno Santos, director de programas do canal.

No horário nobre de domingo, dia 26, a TVI estreará então o Big Brother 2020 numa versão quarentena: não só porque se chamará à primeira fase do programa BB Zoom, como a plataforma tão usada neste mês de mudança e isolamento social para reuniões, encontros e entrevistas, mas também porque os concorrentes “estarão a cumprir a quarentena” de acordo “com as instruções das autoridades sanitárias”, explica Nuno Santos esta segunda-feira numa conversa com os jornalistas (precisamente via Zoom).

Os concorrentes, que previamente já estiveram em isolamento social, aparecerão à conversa entre si mas também com o apresentador Cláudio Ramos, subtraído à SIC na guerra das audiências para apresentar o Big Brother, “cada um no seu apartamento [numa espécie de aparthotel] na Grande Lisboa”. É um Big Brother com “dois andamentos” e nesta primeira fase o isolamento individual dos concorrentes “gera conteúdo”, diz Nuno Santos.

Ao fim desses 14 dias, os concorrentes terão feito dois testes à covid-19 para garantir que podem passar à casa do Big Brother na Ericeira e entrar então no formato mais parecido com o programa que em 2000 deu a vitória na guerra das audiências em Portugal à TVI e mudou o rosto da televisão nacional. “Precisamos de ter a certeza absoluta de que no momento em que entram na casa todos estão de perfeita condição de saúde”, diz Nuno Santos, dizendo que o processo será acompanhado por “uma empresa certificada” para assegurar o cumprimento das directrizes da Direcção-Geral de Saúde antes de entrarem no confinamento que caracteriza o programa.

Questionado pelo PÚBLICO sobre se a dimensão de risco que motivou o adiamento do programa há um mês está mesmo eliminada, Nuno Santos responde: “Sentimos que tomámos a decisão certa naquele momento, a decisão que se impunha em função das circunstâncias e até do desconhecido que tínhamos pela frente, que fizemos tudo o que tínhamos de fazer neste período e que temos o processo controlado”. Podiam ter optado por não fazer da quarentena também programa? “Podíamos, mas avaliámos e tomámos esta decisão.”

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